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10 dicas para prolongar a vida útil dos seus pneus

Pneu com banda de blocos montado em roda de liga leve prata, com pneus empilhados ao fundo

Os pneus duram mais quando alguns cuidados viram rotina: calibrar na pressão indicada pela montadora, fazer o rodízio no intervalo certo, manter alinhamento e balanceamento em dia e olhar a borracha com frequência. O jeito de dirigir, o sol e a forma de guardar os pneus também pesam. Nenhum pneu tem quilometragem "garantida": a duração depende de como, onde e quanto o carro roda, e até um pneu pouco usado envelhece com o tempo.

Os prazos de cada cuidado estão reunidos no calendário de manutenção preventiva de pneus. Aqui, as 10 dicas explicam por que cada um faz o pneu durar mais.

1. Calibre na pressão certa

Pressão errada acelera o desgaste, e a diferença de algumas libras costuma passar despercebida a olho. Todo pneu perde um pouco de ar com o tempo, mesmo novo: a Michelin estima essa perda natural em cerca de 0,1 bar por mês (perto de 1,5 psi).

Qual é a pressão certa?

Use a pressão indicada pela montadora, que está na etiqueta da coluna da porta do motorista, na tampa do tanque ou no manual do proprietário. Ela é definida para o carro, não para o tamanho do aro, e pode ser diferente para o eixo dianteiro e o traseiro e para o carro carregado. Não "arredonde para cima" por conta própria.

Como e quando calibrar?

  • Calibre com os pneus frios, antes de rodar ou depois de o carro ficar parado. Pneu quente marca pressão maior e leva a erro.
  • A recomendação da Griffe é conferir a cada 15 dias e sempre antes de viagens.
  • Inclua o estepe na verificação.

O que a pressão errada faz com o pneu

SituaçãoOnde aparece o desgasteOutros efeitos
Pneu murcho (abaixo do indicado)Nas bordas (ombros) da banda de rodagemAquece mais, aumenta o consumo, piora a estabilidade
Pneu cheio demais (acima do indicado)No centro da banda de rodagemMenos aderência e menos conforto

O sensor de pressão não substitui o calibrador

Muitos carros têm sensor de pressão (TPMS), que acende um aviso no painel. Esse alerta é útil em emergência, mas geralmente só aparece quando a perda de pressão já é grande. Para preservar o pneu, continue conferindo com o calibrador. Se preferir, faça a calibragem nas lojas da Griffe.

2. Faça o rodízio

Cada eixo trabalha de um jeito: na tração dianteira, os pneus da frente gastam mais rápido; na traseira, a tendência se inverte; e mesmo em carros 4x4 o desgaste raramente é igual nos quatro. Trocar os pneus de posição periodicamente equilibra esse desgaste e faz o jogo durar mais.

  • Intervalo: em geral a cada 10.000 km, ou conforme o manual. Se notar desgaste diferente entre os eixos antes disso, antecipe e investigue a causa.
  • Esquema: depende da tração e do tipo de pneu (pneus direcionais, por exemplo, só trocam de eixo, sem mudar de lado). O passo a passo está em como fazer o rodízio de pneus corretamente, e o caso do estepe, em o estepe deve entrar no rodízio?.
  • Aproveite a parada: com as rodas fora do lugar, fica fácil inspecionar cada pneu e conferir os indicadores de desgaste.

Na Griffe, o rodízio de pneus pode ser feito junto com alinhamento e balanceamento.

3. Mantenha o alinhamento em dia

Alinhamento é o ajuste dos ângulos das rodas em relação ao carro. Buracos, lombadas e batidas em meio-fio tiram as rodas do lugar, e um desalinhamento pequeno quase não se sente na direção, mas aparece no pneu como desgaste irregular e precoce.

Quais os sinais de que é hora de alinhar?

  • O carro "puxa" para um lado em reta plana.
  • O volante fica torto com o carro andando reto.
  • Um dos lados da banda de rodagem gasta mais que o outro.

Quando fazer o alinhamento?

A recomendação da Griffe é alinhar a cada 7.000 km, sempre que montar pneus novos, depois de impactos fortes (buraco, meio-fio) e quando aparecer qualquer um dos sinais acima. Carros com pneus de alto desempenho, que costumam ter compostos mais macios, pedem rigor ainda maior. Veja o serviço de alinhamento.

4. Faça o balanceamento

Balanceamento corrige a distribuição de peso do conjunto pneu e roda. Roda desbalanceada faz o volante vibrar, especialmente em velocidade de estrada, causa desgaste irregular e acelera o desgaste de componentes de suspensão e direção.

Balanceie sempre que montar ou consertar um pneu, no rodízio e ao perceber vibração. Alinhamento e balanceamento são serviços diferentes e complementares; a diferença está explicada em alinhamento e balanceamento: para que servem e quando fazer. Veja o serviço de balanceamento.

5. Olhe os pneus a cada calibragem

Mão de um homem passando sobre a banda de rodagem do pneu dianteiro de um carro azul

Aproveite cada calibragem para olhar a banda de rodagem e as laterais dos quatro pneus e do estepe. Quanto antes o problema aparece, maior a chance de conserto e menor o risco.

  • Profundidade dos sulcos: os indicadores de desgaste (TWI), pequenas saliências no fundo dos sulcos, mostram quando o pneu chegou ao limite. Não espere encostar nele para planejar a troca: com sulcos rasos, o pneu escoa menos água e perde aderência na chuva.
  • Objetos presos: pregos, parafusos e pedras. Pedrinhas soltas podem ser retiradas; pregos e furos devem ser avaliados por um profissional, porque um corte que parece superficial pode virar um vazamento lento.
  • Cortes, bolhas e rachaduras na lateral: bolha indica dano interno e risco de estouro; procure uma loja antes de rodar mais.
  • Perda de pressão sem causa aparente: pode ser furo pequeno, problema na válvula ou na roda.

A altura dos TWI corresponde a 1,6 mm, a profundidade mínima permitida; a regra e a multa estão em pneu careca: como identificar e o que diz a lei.

O que o desgaste irregular indica

Padrão de desgasteCausa provável
Bordas mais gastas que o centroPressão abaixo da indicada
Centro mais gasto que as bordasPressão acima da indicada
Apenas um lado gastoDesalinhamento
"Dente de serra" ou falhas em manchasSuspensão ou amortecedores com problema

Corrigir a causa evita que o pneu novo tenha o mesmo destino. Mais detalhes em falhas e desgaste irregular do pneu; amortecedores e suspensão podem ser avaliados no serviço de suspensão e freios.

6. Não deixe as válvulas sem tampa

A tampinha da válvula impede que poeira, água e sujeira entrem no bico. Sem ela, a válvula pode sujar, corroer e começar a deixar o ar escapar aos poucos; a Michelin cita a falta da tampa entre as causas de vazamento. Repor uma tampa perdida custa quase nada, e a Pirelli sugere conferir ou trocar válvulas e tampas a cada troca de pneus.

7. Não esqueça o estepe

O estepe costuma ficar meses sem ser olhado e, na hora da emergência, pode estar murcho ou ressecado. Confira a pressão junto com os outros pneus e procure rachaduras e ressecamento na borracha.

Além de ser uma questão de segurança, a roda sobressalente é equipamento obrigatório (Resolução CONTRAN nº 14/1998), dispensada apenas em carros com pneus que rodam vazios (run flat) ou com dispositivo automático de enchimento emergencial. Saiba mais em estepe: tudo que você precisa saber.

8. Dirija de um jeito que poupe os pneus

Arrancadas fortes, freadas bruscas, curvas em velocidade alta, subir ou raspar no meio-fio e passar rápido por buracos submetem os pneus a um esforço muito acima do normal. Isso gasta a banda de rodagem mais depressa e pode danificar a estrutura interna. Excesso de peso no carro tem o mesmo efeito. Uma condução mais suave preserva os pneus, reduz o consumo e aumenta a segurança.

9. Proteja os pneus do sol e guarde do jeito certo

Com o tempo, a borracha envelhece e aparecem pequenas rachaduras nas laterais, parecidas com rugas. Sol forte e calor aceleram esse ressecamento. Sempre que possível, deixe o carro na garagem ou na sombra.

Se você guarda pneus fora do carro, escolha um local seco, arejado, protegido da luz do sol e longe de fontes de calor, de produtos químicos e de solventes. Pneus sem roda devem ficar em pé, apoiados na banda de rodagem, e não empilhados por longos períodos, para não deformar.

Como saber a idade do pneu?

Na lateral há o código DOT; os quatro últimos dígitos indicam a semana e o ano de fabricação (por exemplo, 2324 = 23ª semana de 2024). Não existe prazo de validade legal para pneus no Brasil, mas os fabricantes recomendam inspeção a partir de cerca de cinco anos de uso e troca por idade conforme a orientação de cada marca, mesmo que o pneu pareça bom. Isso vale também para o estepe que quase não rodou e para pneus guardados.

10. Use pneus iguais no mesmo eixo

Mantenha o mesmo modelo e a mesma medida nos dois pneus de cada eixo. Modelos diferentes, mesmo de uma marca só, têm aderência, desenho de banda e índices diferentes, e a mistura pode causar frenagem desigual e reações imprevisíveis em curvas, principalmente na chuva.

A Resolução CONTRAN nº 913/2022, art. 4º, § 2º, determina que pneus do mesmo eixo tenham construção, tamanho e carga idênticos. Entenda os efeitos em como a mistura de marcas e medidas afeta a estabilidade.

Na hora da troca: por que evitar pneu usado?

Pneu de carro de passeio visto de perto, apoiado em piso de blocos de concreto

Quando os pneus chegam ao fim, o usado parece uma economia, mas costuma sair caro:

  • Histórico desconhecido: não dá para saber quantos quilômetros o pneu rodou, com que carga, em que piso ou se sofreu impactos. Danos internos podem não aparecer por fora.
  • Idade incerta: a borracha endurece com o tempo, e nem sempre dá para confiar no que o vendedor informa.
  • Defeitos disfarçados: há pneus com reparos inadequados ou com produtos que escurecem a borracha e escondem fissuras. O problema costuma aparecer semanas depois, às vezes na estrada.
  • Custo final maior: trocas mais frequentes e reparos inesperados anulam a economia.

Se a dúvida é entre novo, remold e recapado, veja a diferença entre pneus novos, remoldados e recapados. Para saber se chegou a hora, por desgaste, idade ou dano, veja qual o momento correto de trocar os pneus do seu carro.

Onde descartar o pneu velho?

Pilha de pneus velhos amontoados, em foto em preto e branco

Pela Resolução CONAMA nº 416/2009, fabricantes e importadores devem coletar e dar destinação adequada aos pneus inservíveis, por meio de pontos de coleta que podem envolver revendas e prefeituras. Ao trocar os pneus, não descarte os velhos por conta própria: encaminhe-os a um desses pontos. Veja como fazer o descarte correto do pneu velho.

Quer deixar os pneus em dia? Nas lojas Griffe Pneus em Goiânia você faz calibragem, rodízio, alinhamento 3D e balanceamento no mesmo lugar.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura um pneu?

Não há um número único. A duração depende do modelo, da calibragem, do alinhamento, do piso e do jeito de dirigir. O pneu deve ser trocado quando chegar aos indicadores de desgaste, quando tiver dano estrutural ou quando o fabricante recomendar a substituição por idade.

Posso calibrar o pneu logo depois de rodar?

Pode, mas a leitura sai mais alta do que a real. Se precisar calibrar com o pneu quente, não tire ar para chegar à pressão da etiqueta; confira de novo com o pneu frio.

Se eu fizer o rodízio, posso deixar o alinhamento para depois?

Não. O rodízio distribui o desgaste, mas não corrige a causa. Se o carro está desalinhado, todos os pneus vão gastar de forma irregular, só que em posições diferentes.

O estepe que nunca rodou precisa ser trocado?

Pode precisar. A borracha envelhece mesmo parada. Confira a data no código DOT, procure rachaduras e ressecamento e siga a recomendação de idade do fabricante.

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Sobre Equipe Griffe Pneus:

Equipe Griffe PneusRede multimarca desde 2003

A Griffe Pneus é uma rede multimarca de pneus com 11 lojas em Goiânia, Anápolis e Brasília, desde 2003. No blog, a equipe reúne dicas de escolha, manutenção e segurança de pneus.

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